"(...) Concordo que quem nos desperta paixões, ira ou prazer não é algo que possamos influenciar: apenas nos cabe reconhecer. Mas é aqui justamente que podemos mudar a história: a partir do momento em que tomamos ciência de nossos sentimentos.
Se nosso córtex pré-frontal não consegue mandar no hipotálamo, ele ao menos nos permite reconhecer nossos impulsos... e mudar de ideia. Agir diferente. Conter um impulso. Responder diferente. Não escolhemos por quem nos apaixonamos - mas temos, sim, o poder de decidir o que fazer a respeito..."
(Suzana Herculano-Houzel, em "Paixão e livre-arbítrio", na Folha de S.Paulo de 24/1/2012)
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