"Os partidos políticos que conhecemos hoje são aparelhos destinados exclusivamente a tomar o poder. Qualquer renascimento da política exige que haja coletivos que escapem à lógica de tomar o poder, que definam seus objetivos e seus meios de ação independentes das agendas dos Estados.
Ser independente das agendas dos Estados não significa desinteressar-se delas, como se as agendas dos Estados não existissem. Ser independente significa construir uma dinâmica própria, espaços de discussão e outras formas de circulação da informação, motivos e formas de ação dirigidos, em primeiro lugar, ao desenvolvimento de um poder autônomo de pensar e de atuar."
(Jacques Rancière)
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