"Meu Deus, como me sinto no ar! Uma tristeza funda lá no fundo, uma tristeza que não esclarece, não diz bem o que é e por que é. Não é solidão, tenho amigos sempre comigo. Não é falta de trabalho, tenho muito o que fazer. Não é doença, sei gozar a doença. Não é ambiente, nunca senti saudade do meu ambiente. É como que pressentimento de um grande erro, de qualquer coisa que não está mais certa e que se não está certa é por minha culpa. Enfim, há qualquer coisa de desagradável em mim, talvez seja medo. Sim isso é incontestável: estou com muito medo."
(Mário de Andrade, em carta a Oneyda Alvarenga)
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